FMI hoje na Argentina para estudar ''ajuda crucial''
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domingo, 07 de abril de 2002
Ariel Palacios Agência Estado 
Buenos Aires - O chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), o indiano Anoop Singh, desembarca hoje, em Buenos Aires. Ao longo dos próximos dez dias, o economista do Fundo fiscalizará as contas públicas da União e das províncias argentinas.
Com estas informações, retornará à Washington para fornecer as informações que a diretoria do FMI utilizará para decidir se concede ou não a ajuda financeira para a Argentina. Esta ajuda financeira é considerada crucial para acalmar os mercados, reduzir a cotação do dólar, e estabilizar o fragilizado governo do presidente provisório Eduardo Duhalde.
O governo espera Singh com ansiedade e com a esperança de que o Fundo conceda à Argentina um adiamento dos vencimentos que o país tem neste ano com o próprio FMI, o Banco Inter-americano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Mundial. No total, a Argentina deve US$ 9 bilhões.
No entanto, os sinais enviados nos últimos dias desde Washington indicam que o FMI espera que o governo Duhalde implemente uma série de reformas econômicas diversas vezes prometidas, mas nunca cumpridas, antes de enviar a ajuda financeira.
Dificuldades - Mas, para isso, o governo precisará conseguir a aprovação de uma série de medidas no Congresso Nacional. Entre as medidas que terão que passar pelos plenários da Câmara de Deputados e o Senado - de preferência, segundo o governo, antes desta quarta-feira - estão as eliminações da lei de subversão econômica (utilizada pela Justiça para processar banqueiros) e a lei de falência das empresas, que permitiu a renegociação das dívidas das empresas com os bancos credores, impedindo assim que nos últimos meses ocorresse um default generalizado.
A lei implica em que durante 180 dias ficam suspensas as ordens judiciais de falências. Ambas leis são abominadas pelo FMI.


