FMI exige enxugamento do Estado
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sexta-feira, 01 de dezembro de 2000
Agência Estado De Buenos Aires 
O chefe do gabinete de ministros, Chrystian Colombo, declarou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) pediu ao governo argentino o enxugamento da burocracia estatal. Segundo ele, o Fundo quer a racionalização da administração pública e a urgente eliminação de órgãos estatais que possuam funções superpostas.
Colombo disse que o FMI não tem motivo para duvidar da capacidade de governo do presidente Fernando De la Rúa, já que o presidente está tomando todas as decisões que prometeu. Colombo preferiu não comentar a quantia que a Argentina receberá de ajuda financeira do FMI, que dependendo do rumor situa-se entre US$ 10 bilhões e US$ 15 bilhões.
Somado à ajuda complementar do Banco Mundial, BID, Fundos de Investimentos e um grupo de bancos locais, as especulações sustentam que o total da ajuda ficaria entre US$ 20 bilhões e US$ 30 bilhões.
Colombo disse somente que a quantia será substancialmente significativa e será uma clara demonstração da confiança que o mundo tem na Argentina. O chefe de gabinete também comentou que os integrantes da missão do FMI perguntaram porque os argentinos estão tão céticos sobre o país e que não vêem que estas medidas que estão sendo tomadas são para gerar crescimento.
Os bancos argentinos também participarão da ajuda financeira: eles forneceriam um total de US$ 7,5 bilhões, dos quais US$ 900 milhões estariam disponíveis para utilização no primeiro trimestre de 2001.
Grande parte da ajuda consistiria na verdade, no compromisso de renovação de títulos. O governo convenceu os bancos locais a aumentar em 50% as compras de títulos no ano que vem. Além disso, o governo pediu ao grupo de 12 bancos que participam das emissões de dívida pública há quatro anos que façam ofertas significativas em cada licitação. Desta forma, afirmam, quase 90% das colocações de títulos poderiam estar asseguradas antecipadamente. No 2001, a Argentina prevê a emissão de títulos com o valor de US$ 11 bilhões.
O ministro da Economia, José Luis Machinea, afirmou que está preocupado pela crise na Turquia, e que teme que ela possa atingir os mercados emergentes nos próximos dias. Machinea disse que o acordo com o FMI poderia ser fechado na semana que vem. Sobre a utilização dos fundos, somente disse: No momento adequado, veremos como será a melhor forma de usá-los.
O Senado argentino aprovou o Pacto Fiscal, que estabelece o congelamento dos gastos das províncias e da União até o ano 2005. O Pacto havia sido combinado com os governadores do Partido Justicialista (peronista), da oposição, que em troca conseguiram do governo uma verba extra de US$ 225 milhões para gastos sociais.


