O chefe do gabinete de ministros, Chrystian Colombo, declarou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) pediu ao governo argentino o enxugamento da burocracia estatal. Segundo ele, o Fundo quer a ‘‘racionalização’’ da administração pública e a urgente eliminação de órgãos estatais que possuam funções superpostas.
Colombo disse que o FMI não tem motivo para duvidar da capacidade de governo do presidente Fernando De la Rúa, já que ‘‘o presidente está tomando todas as decisões que prometeu’’. Colombo preferiu não comentar a quantia que a Argentina receberá de ajuda financeira do FMI, que dependendo do rumor situa-se entre US$ 10 bilhões e US$ 15 bilhões.
Somado à ajuda complementar do Banco Mundial, BID, Fundos de Investimentos e um grupo de bancos locais, as especulações sustentam que o total da ajuda ficaria entre US$ 20 bilhões e US$ 30 bilhões.
Colombo disse somente que ‘‘a quantia será substancialmente significativa e será uma clara demonstração da confiança que o mundo tem na Argentina’’. O chefe de gabinete também comentou que os integrantes da missão do FMI perguntaram porque os argentinos estão ‘‘tão céticos’’ sobre o país e que ‘‘não vêem que estas medidas que estão sendo tomadas são para gerar crescimento’’.
Os bancos argentinos também participarão da ajuda financeira: eles forneceriam um total de US$ 7,5 bilhões, dos quais US$ 900 milhões estariam disponíveis para utilização no primeiro trimestre de 2001.
Grande parte da ajuda consistiria na verdade, no compromisso de renovação de títulos. O governo convenceu os bancos locais a aumentar em 50% as compras de títulos no ano que vem. Além disso, o governo pediu ao grupo de 12 bancos que participam das emissões de dívida pública há quatro anos que façam ofertas significativas em cada licitação. Desta forma, afirmam, quase 90% das colocações de títulos poderiam estar asseguradas antecipadamente. No 2001, a Argentina prevê a emissão de títulos com o valor de US$ 11 bilhões.
O ministro da Economia, José Luis Machinea, afirmou que está preocupado pela crise na Turquia, e que teme que ela possa atingir os mercados emergentes nos próximos dias. Machinea disse que o acordo com o FMI poderia ser fechado na semana que vem. Sobre a utilização dos fundos, somente disse: ‘‘No momento adequado, veremos como será a melhor forma de usá-los.’’
O Senado argentino aprovou o Pacto Fiscal, que estabelece o congelamento dos gastos das províncias e da União até o ano 2005. O Pacto havia sido combinado com os governadores do Partido Justicialista (peronista), da oposição, que em troca conseguiram do governo uma verba extra de US$ 225 milhões para gastos sociais.

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