FMI exige carta de intenções, admite Gustavo Franco
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quinta-feira, 15 de outubro de 1998
Agência Estado 
No acordo que está fechando com o FMI o Brasil terá que assinar uma carta de intenções. A informação foi confirmada onteme pelo presidente do Banco Central, Gustavo Franco. Exatamente como ocorreu no passado, a carta de intenções terá metas a serem cumpridas pelo País.
Segundo o presidente do BC, ainda não está decidido, se os recursos de ajuda ao Brasil serão incorporados às reservas internacionais ou se serão apenas colocados à disposição do País. Não sabemos se o dinheiro será colocado à disposição do Brasil ou se vai direto para a Socorro(Maria do Socorro Carvalho, chefe do Departamento de Operações das Reservas Internacionais do BC).
Franco também disse não estar fechado qual será o volume de recursos que serão emprestados ao Brasil. O fato do Congresso norteamericano ter aprovado os recursos adicionais de US$ 18 bilhões ao FMI, segundo avaliou, não significa que a ajuda ao Brasil será engordada.
Ele sequer confirmou que, nos entendimentos com o Fundo, tenha havido qualquer negociação em torno de US$ 25 bilhões a US$ 30 bilhões, valor que está sendo esperado pelo mercado. Na opinião Franco, no fechamento desta quantia é preciso saber qual o valor será necessário para restabelecer a confiança no País. Uma avaliação, segundo ele, que não é fácil. Segundo explicou, não é só dizer quanto será necessário se nada for rolado em um ano e, a partir daí, definir uma quantia para resolver este problema. Isso significa dizer que os recursos necessários não deverão corresponder apenas ao total da dívida que o Brasil tem a pagar nos próximos meses. Será mais que isso, pois seria necessária parcela adicional para dar mais segurança ao País.


