São Paulo O Fundo Monetário Internacional (FMI) desistiu do projeto que estabeleceria regras para facilitar que países em crise pudessem declarar concordata da mesma forma que empresas em difícil situação financeira. A informação foi divulgada ontem pelo jornal americano ''The Washington Post''.
A proposta de concordata havia sido divulgada pela vice-diretora-gerente do FMI, Anne Krueger, em novembro de 2001. O objetivo seria evitar que países em crise tivessem de recorrer ao Fundo sempre que sofressem um ataque especulativo.
A idéia de Krueger era de que os países pudessem declarar a concordata para ganhar tempo para reestruturar as dívidas e as finanças públicas. Depois, voltariam a honrar seus empréstimos.
O projeto também previa que os credores seriam obrigados a esperar a reestruturação, ficando impedidos de acionar a Justiça para recuperar os investimentos mais rapidamente.
Desde sua divulgação, a proposta foi sempre bastante criticada por investidores, que alegavam ter seus direitos de propriedade violados.
Até mesmo países em desenvolvimento, como Brasil e México, rejeitaram o projeto por temerem que, sob as novas regras, o crédito internacional ficasse ainda mais caro. A avaliação era de que os investidores pediriam juros maiores para cobrir possíveis perdas geradas pelas novas regras.

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