Washington - As incertezas em torno da América Latina e o futuro das economias da região estiveram presentes nas discussões mantidas, ontem, durante a assembléia anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (Bird), cujos participantes elogiaram a gestão econômica do Brasil.
Apesar da fragilidade e dos riscos que boa parte das nações latino-americanas enfrenta, em Washington não faltaram palavras positivas e declarações otimistas sobre os avanços ocorridos nos últimos meses, sem que, no entanto, a gravidade da crise fosse esquecida.
Em seu pronunciamento na assembléia, o ministro da Economia da Dinamarca, Thor Pedersen, em nome da União Européia, disse que são propícias as circunstâncias para um positivo esforço do FMI na direção de ajudar os países da região a deixar a crise para trás.
O Grupo dos Sete países mais industrializados do mundo (G-7) também deu as boas-vindas ''à continuidade dos compromissos do Brasil com políticas sãs'' e expressou seu apoio à Argentina, ''através do FMI, no contexto de um programa sustentável''.
Segundo os números do relatório de Perspectivas Econômicas Mundiais, publicado recentemente pelo FMI, a atividade econômica da região cairá 0,6 por cento em 2002, mas se recuperará em 2003 com um crescimento positivo médio de até 3%.
O Brasil e o México, principalmente, foram bem avaliados por suas sólidas e rígidas políticas macroeconômicas.
O Brasil também recebeu o apoio da assembléia, que destacou mais a boa e recente gestão econômica do que a volatilidade dos mercados financeiros diante da proximidade das eleições e a provável vitória do candidato Luiz Inácio Lula da Silva.
O diretor do FMI, Horst Koehler, disse que o Brasil ''continua tendo potencial para crescer e cumprir o pagamento da dívida''. Além disso, destacou a melhora ''notável'' de seus fundamentos macroeconômicos.

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