FMI e Argentina montam plano de 10 anos
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segunda-feira, 20 de agosto de 2001
Agência Estado<BR>De Buenos Aires 
O novo programa econômico para a Argentina, que está sendo discutido com o Fundo Monetário Internacional (FMI), não incluiu uma eventual desvalorização da moeda argentina, o peso, pelo que continuaria mantendo sua equivalência de um a um com o dólar. O anúncio foi feito pelo chefe do gabinete de ministros, Chrystian Colombo, que sustentou que não será feita mudança alguma à conversibilidade econômica.
A expectativa é que o novo programa econômico para a Argentina será analisado pela diretoria do organismo internacional nesta sexta-feira. Colombo, braço-direito do presidente Fernando de la Rúa, afirmou que as negociações com o FMI ''estão avançando rapidamente'', mas que ''a tarefa para chegar a um acordo ainda não terminou''. Colombo confirmou que a Argentina está negociando um acordo de longo prazo com o Fundo Monetário.
Este acordo implicaria um ''programa sustentável''. O chefe de gabinete explicou que ''sustentável'' implica que ''gere crescimento'', e que isto permita que ''a Argentina pague sua dívida''. No último domingo, o Grupo dos Sete realizou declarações apoiando as negociações do FMI com a Argentina, fato que foi comemorado pelo governo em Buenos Aires.
Baylac afirmou que com o acordo o pagamento da dívida externa fica garantido, ''e melhora significativamente as condições sociais de nosso país''. No entanto, o programa de dez anos que está sendo elaborado pelo FMI para este país implicaria em profundas reformas econômicas. Uma das exigência seria a privatização do Banco de la Nación, que enfrenta fortes rechaços de integrantes do governo e da oposição.
Segundo o analista político, Eduardo Van Der Kooy, o vice-ministro da Economia, Daniel Marx, que está em Washington negociando com o FMI, teria resumido as discussões com uma clara expressão: ''estão nos espremendo''. O FMI exigiria a implementação da Reforma da Previdência e da abertura do mercado de planos de saúde, que estão atualmente bloqueadas na Justiça.
Hoje começará a circulação dos ''patacones'', bônus especiais com os quais a província de Buenos Aires pagará parte dos salários de seus funcionários públicos. Os ''patacones'' enfrentaram diversas medidas judiciais na semana passada, mas o governador Carlos Ruckauf conseguiu driblá-las. O temor entre os funcionários públicos é que os patacones não sejam aceitos por diversos comércios e bancos.


