Brasília - A construção de uma relação de confiança com um governo composto parcialmente por pessoas que, até há pouco tempo, os considerava inimigos, foi um dos focos de preocupação da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) que esteve no País entre os dias 11 e 22 deste mês. Em conversas privadas com autoridades brasileiras, alguns dos integrantes da missão pediram sugestões sobre como relacionar-se bem com o novo governo.
O primeiro contato foi animador. O diretor-assistente do Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI, Lorenzo Perez, saiu da reunião com o coordenador geral da transição para o novo governo, Antônio Palocci Filho, afirmando que encontrou ''muitas afinidades'' com o governo Lula.
Palocci, por sua vez, disse que o acordo com o FMI será tratado ''com a seriedade que um contrato dessa magnitude significa para o País.'' E deixou claro que não haverá espaço para questões ideológicas. ''O empréstimo não é para o PT, é para o Brasil'', esclareceu.
Pelo que transpareceu nas reuniões, o desejo dos representantes do FMI é poder estabelecer com o novo governo uma relação de confiança tão profunda como a compartilhada com a equipe de Fernando Henrique Cardoso.

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