FMI diz acreditar em acordo sobre a Grécia
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sexta-feira, 17 de junho de 2011
Agência Estado 
O Fundo Monetário Internacional (FMI) acredita que chegará a um bom acordo no processo de ajuda à Grécia. A afirmação foi feita nesta sexta-feira, 17, pelo diretor do Departamento de Mercados Monetários e de Capitais da entidade, José Viñals. Ele admite que a solução não é muito fácil porque há muitos interesses envolvidos e é preciso garantias. Mas, destacou: "E a aposta é alta".
"Certamente estamos esperando que todas as peças ganhem lugar no tabuleiro", disse o diretor do Departamento de Mercados Monetários e de Capitais, referindo-se às garantias que o governo grego deverá apresentar ao FMI. Questionado sobre o prazo que deverá sair o pacote de ajuda a Grécia, ele desconversou e evitar falar em prazos. Porém, ressaltou, também sem entrar em detalhes, que o "pacote de ajuda a Grécia deverá contar com o endosso do capital privado".
Já o economista-chefe e diretor do Departamento de Pesquisa do FMI, Olivier Blanchard, que também foi questionado sobre o endosso do capital privado na ajuda a Grécia, disse apenas: "Temos várias opções e vamos escolher uma."
As afirmações de Blanchard e Viñals foram feitas hoje, na Capital, durante entrevista coletiva para imprensa brasileira e internacional na sede da BM&F Bovespa, onde foi apresentado o World Economic Outlook, do FMI, que foi atualizado em junho.
Espanha
O Fundo Monetário Internacional (FMI) demonstra uma visão menos pessimista com relação à crise econômico-financeira na Espanha. De acordo com o diretor do Departamento de Mercados Monetários e de Capitais da entidade, José Viñals, é importante frisar que os fundamentos econômicos da Espanha são sólidos. Segundo ele, o governo espanhol vem tomando medidas no último ano para mostrar firmeza na consolidação fiscal e medidas estruturais têm sido adotadas.
"Neste momento de incertezas no mundo é importante tomar essas medidas para consolidar a intenção de resolver a crise", afirmou. Mas, alertou, que além das medidas de reformas do setor financeiro, é importante que a Espanha também adote ações como a reforma trabalhista e, principalmente, dos mercados de produção.
"Quando está sob monitoramento, uma economia não deve trabalhar com taxa de câmbio e sim com produção", disse Viñals, acrescentando que o mercado de trabalho na Espanha, do jeito que está, não vai se sustentar por muito tempo.
As afirmações do diretor do FMI foram feitas durante entrevista coletiva a jornalistas brasileiros e estrangeiros na sede da BM&F Bovespa, onde o FMI apresentou a versão revisada, em junho, do World Economic Outlook. O evento também contou com as presenças do economista-chefe e diretor do Departamento de Pesquisa do FMI, Olivier Blanchard, e do diretor do Departamento de Assuntos Fiscais, Carlo Coettarelli, entre outros.


