Brasília O desempenho da economia brasileira diante da perspectiva de guerra entre Estados Unidos e Iraque e as reformas estruturais que o governo pretende empreender deverão ser os principais temas a serem tratados pela missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) que já se encontra no Brasil. As primeiras reuniões com integrantes do governo federal estão marcadas para amanhã.
Essa missão do FMI tem dois objetivos básicos: checar o cumprimento das metas do programa com o Brasil referentes ao quarto trimestre de 2002 e fazer uma análise sobre a economia nos termos previstos no artigo 4º do estatuto da instituição.
Todos os países membros do Fundo, mesmo os que não têm programas em andamento, passam por essa avaliação do artigo 4º. Ela trata do horizonte da economia nacional em 2003. Trata-se, porém, de algo difícil de avaliar, por causa da iminência da guerra e porque ninguém sabe ao certo quais serão seus desdobramentos sobre a economia. Ontem, os técnicos trabalhavam na elaboração dos cenários considerando os possíveis efeitos da guerra em temas como o comportamento da inflação e o crescimento econômico.
Nessa rodada de negociações, a idéia é mostrar que o governo não se limitará a lidar com as dificuldades conjunturais, mas que há medidas sendo adotadas para o médio e longo prazos. Daí o peso que se pretende dar às reformas, como a da Previdência, a tributária e as microeconômicas, como a atualização da legislação sobre falências.

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