Nova Délhi A vice-diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Anne Krueger, afirmou ontem, em Nova Délhi, que a instituição deverá aprovar em dezembro ou janeiro uma nova parcela de US$ 3 bilhões para o Brasil, dentro do acordo de US$ 30 bilhões firmado em agosto. Ela disse que o FMI está satisfeito com o esforço feito pelo País para se adequar às exigências do documento.
''Tenho todos os motivos para acreditar que, pelo que sei, eles estão no caminho certo e as discussões (da semana passada ) entre técnicos do FMI e as autoridades locais foram boas. E cabe à nossa diretoria aprovar a liberação'', disse, ressalvando: ''Não posso afirmar que isso acontecerá, mas tenho todos os motivos para acreditar que acontecerá.''
Anne Krueger, que esteve em Nova Délhi para assistir à conferência do Grupo dos 20 que reúne os países mais ricos do mundo e algumas economias emergentes, entre elas o Brasil , disse esperar que o futuro governo brasileiro perceba a necessidade de manter a atual política econômica, visando à estabilidade. ''Não é o caso de discutir a política, mas de saber se essa política será defendida'', afirmou.
Ao ser indagada se a surpreendente alta no índice inflacionário ocorrida em outubro foi um fenômeno passageiro, Anne Krueger respondeu: ''Este ano o País ainda terá uma inflação de um dígito. E já estão falando em reduzir a meta da inflação para o próximo ano''. A economista observou que, ao estabelecer a política de metas de inflação, o Banco Central do Brasil ''ganhou credibilidade''.

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