Washington A direção do Fundo Monetário Internacional (FMI) deve aprovar em duas semanas o desembolso de US$3 bilhões ao Brasil, como parte do pacote de 30,4 bilhões concedido ao País em agosto, anunciou ontem à imprensa o porta-voz da instituição, Thomas Dawson.
Segundo Dawson, ''tudo indica'' que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e sua equipe econômica estão ''comprometidos a dar prosseguimento'', às metas contidas no programa de crédito concedido pelo FMI ao Brasil durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.
Espero ''que a direção faça uma avaliação positiva quando se reunir dentro de aproximadamente duas semanas'' para discutir a aprovação da segunda parcela do maior pacote já concedido pelo Fundo a um país em crise, sustentou.
A reunião do diretório está prevista inicialmente para 19 de dezembro. Dawson também garantiu que o diretor-gerente do FMI, Horst Koehler, que viajará hoje ao Brasil, oferecerá o apoio da instituição ao presidente eleito quando os dois se reunirem, sábado.
''Será uma reunião para ouvir, simplesmente'' e uma oportunidade para que os dois se conheçam, destacou o porta-voz. ''Certamente não será uma visita negociadora'', destacou.
Dawson disse que o mercado em geral mostra sinais positivos em relação ao Brasil, mas que os índices de inflação do país devem ser observados.

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