A direção do Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou ontem o reforço do programa de socorro à Argentina em US$ 8 bilhões, fixando o pacote de ajuda em quase US$ 22 bilhões. O comunicado foi feito pela instituição no final do dia.
O FMI coloca à disposição imediata da Argentina US$ 6,3 bilhões, dos quais US$ 5,050 bilhões correspondentes ao novo crédito e o restante do último lote do velho programa.
A decisão de aprovar a recomendação do diretor-gerente do Fundo, Horst Koelher, de conceder este aumento do crédito a Argentina, foi analisada junto à conclusão da quarta revisão do programa para a Argentina, segundo o texto. Estarão disponíveis mais tarde, ainda este ano, US$ 1,240 bilhão, depois da conclusão da quinta revisão do programa, informou o FMI.
Um total de US$ 3 bilhões de dólares do novo empréstimo seriam desembolsados ao longo de 2002, mas poderiam ser acelerados para contribur com uma ''operação voluntária e baseada no mercado para melhorar o perfil da dívida (pública) argentina'', que chega a US$ 128 bilhões. Este valor corresponde a 45% do PIB argentino.
Mercado A Bolsa argentina fechou ontem com sinal negativo, minutos antes do diretório do Fundo Monetário Internacional anunciar em Washington o aumento no programa de ajuda à Argentina.O índice líder Merval da Bolsa argentina caiu esta sexta-feira 2,23%, a um fechamento de 300,10 unidades, enquanto o risco-país cresceu a 1.491 pontos básicos (14,91% de sobretaxa de juros), contra 1.460 pontos de quinta-feira. O volume dos negócios no mercado bursátil somou um pequeno montante de 7,8 milhões de pesos (igual em dólares), inferior ao modesto movimento de 12,4 milhões da véspera. No balanço geral foram registradas apenas cinco altas, 26 baixas e oito papéis permaneceram inalterados.

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