FMI condiciona acordo com nova eleição na Argentina
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sexta-feira, 14 de junho de 2002
Agência Estado 
Buenos Aires - Convocação de eleições presidenciais antecipadas. Esta seria a mais nova exigência do Fundo Monetário Internacional (FMI) com o governo do presidente Eduardo Duhalde, como condição para assinar o acordo financeiro com a Argentina. As eleições presidenciais estão previstas para setembro do ano que vem, com a posse presidencial em dezembro.
O governo garante que não está sendo pressionado para realizar eleições antes do previsto. Além disso, afirma que o FMI não apresentou novas exigências ao governo Duhalde. O porta-voz do presidente Duhalde, Eduardo Amadeo, disse que uma exigência desse gênero seria inaceitável.
Mas o governo admitiu oficialmente que o presidente do Banco Central, Mario Blejer, está com os dias contados no cargo. Blejer, que há várias semanas enfrenta duros confrontos com o ministro da Economia, Roberto Lavagna, permaneceria no posto até o acordo com o FMI.
Pela primeira vez em onze anos, as reservas no Banco Central caíram ontem para US$ 9,974 bilhões. O dólar voltou a subir, com cotação de 3,56 pesos (aumento de 1,42%) nos bancos, enquanto que nas casas de câmbio fecharam o dia a 3,61 pesos (aumento de 0,84%).


