O Fundo Monetário Internacional (FMI) informou ontem, através de comunicado, que a sua diretoria aprovou o pedido do Brasil para um empréstimo stand-by de prazo de 15 meses no valor de US$ 15,58 bilhões para apoiar o programa econômico e financeiro do governo brasileiro até dezembro de 2002. A aprovação desse empréstimo faz parte do acordo alcançado entre o governo brasileiro e o FMI no dia 3 de agosto passado. Do empréstimo stand-by, o equivalente a US$ 12,77 bilhões será oferecido na forma de linha de reserva suplementar.
Segundo o Fundo, a aprovação do empréstimo permitirá o saque imediato de US$ 4,72 bilhões. A segunda parcela, de US$ 460,2 milhões, será liberada após a conclusão da primeira revisão do atual acordo, programada para o final de 2001. O dinheiro restante do empréstimo será liberado em quatro parcelas ao longo de 2002, seguindo a conclusão de revisões e a observação de critérios relevantes importantes de performance econômica. O atual empréstimo stand-by substitui o arranjo anterior,aprovado em dezembro de 1998.
A nova vice-diretora-gerente do FMI, Anne Krueger, afirmou no comunicado que o Brasil conseguiu progressos significativos no âmbito do acordo anterior aprovado em 1998, recuperando-se da crise financeira internacional em 1998, ao fortalecer significativamente suas contas fiscais e administrar com sucesso a transição para o regime cambial flutuante.
Apesar desses êxitos, as incertezas do ambiente econômico internacional e a crise de energia doméstica colocaram pressões substanciais sobre as variáveis financeiras, incluindo a taxa de câmbio e as taxas de juros, além da atividade econômica ter diminuído nos últimos meses. ''As autoridades brasileiras responderam a esses acontecimentos de uma maneira pró-ativa louvável, com programa de aprofundamento da consolidação fiscal e de reformas estruturais, ao mesmo tempo que apertaram a política monetária para limitar o contágio aos preços de um câmbio mais depreciado'', observou. Segundo ela, os esforços fiscais no âmbito do programa enfatizam apropriadamente o controle de gastos para aumentar o superávit primário, ao mesmo tempo protegendo os gastos em áreas sociais prioritárias e os investimentos para solucionar o racionamento de energia. ''Atingir as metas fiscais do programa (com o FMI) vai assegurar que a dinâmica do déficit da dívida pública permaneça sob controle, levando a relação dívida/PIB a diminuir no médio prazo'', disse Anne Krueger.

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