Washington O Fundo Monetário Internacional (FMI) apoiou ontem a maneira como vem sendo administrada a economia brasileira, além do aumento das taxas de juros. E aplaudiu as escolhas da equipe econômica do governo que assumirá no dia 1º de janeiro.
Estas nomeações ''tornam bem-vindas as reafirmações sobre o curso da política (econômica) para o próximo ano'', comentou o diretor-gerente do FMI, Horst Koehler, numa declaração por escrito à imprensa.
A direção do FMI aprovou anteontem a primeira revisão do programa stand-by firmado com o Brasil em setembro e autorizou o desembolso de US$ 3,1 bilhões.
O programa compreende uma linha de crédito total de US$ 22,8 bilhões com Direito Especial de Saque, equivalente a US$ 30,7 bilhões, dos quais US$ 3 bilhões foram repassados no momento da aprovação, no dia 6 de setembro.
O saldo restante, US$ 24,6 bilhões de dólares, será desembolsado em parcelas de US$ 6 bilhões no decorrer de 2003, dependendo da avaliação trimestral do cumprimento do programa.
Segundo Koehler, até agora o desempenho do Brasil ''tem sido exemplar, conseguindo cumprir todos os critérios estipulados''.
Com base ''neste histórico, e com o compromisso do futuro governo de manter políticas fiscal e monetária sadias nos próximos anos, o Fundo está confiante em manter uma estreita e produtiva cooperação com as autoridades na implementação de seus objetivos''.
Koehler disse que a equipe do governo de Luiz Inacio Lula da Silva precisará ''restabelecer a confiança, o que por sua vez lançará as bases para a retomada do crescimento, alinhada com o considerável potencial do Brasil''.

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