A situação das finanças dos Estados foi analisada em detalhes ontem pela missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), que também avaliou o balanço de pagamentos - as contas em moeda estrangeira - e os principais aspectos das políticas cambial e monetária. Os dados serão apresentados hoje ao vice-diretor gerente da instituição, Stanley Fischer, que está em Brasília desde ontem à noite.
O governo está empenhado em garantir ainda nesta semana mais US$ 4,5 bilhões de ajuda do FMI, relativos à segunda parcela do empréstimo firmado e prevista inicialmente para o final de fevereiro. Além disso, as autoridades também querem antecipar mais US$ 4,5 bilhões dos recursos disponibilizados ao Brasil pelo 19 países industrializados no âmbito do pacote de US$ 41,5 bilhões.
O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Amaury Bier, disse ontem que as regras de intervenção do Banco Central no mercado de câmbio serão discutidas somente a partir de hoje, com a presença de Fischer. ‘‘Por enquanto a missão se ocupou em montar um quadro mais abrangente possível da situação econômica do País para que possamos avançar rapidamente nessas conversações’’, afirmou.
Ao fazer um resumo da agenda da missão de técnicos do Fundo em Brasília nos dois últimos dias, o secretário evitou fornecer informações concretas sobre a redefinição dos parâmetros macroeconômicos - taxa de inflação e comportamento do PIB neste ano. Esses parâmetros vão determinar as novas metas do acordo, entre as quais a elevação do superávit primário (receitas menos despesas não-financeiras) para o setor público, inicialmente fixada em 2,6% do PIB, para fazer frente ao aumento da conta de juros da dívida.

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