O ministro de Economia da Argentina, Domingo Cavallo, anunciou ontem que ‘‘já está concluído’’ um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), para que os empréstimos da linha de crédito de quase US$ 14 bilhões, assinada com esse instituto em dezembro, continuem. Cavallo disse à imprensa que ‘‘já não existe nenhum problema maior por resolver’’, e que ‘‘o acordo está concluído’’, embora a redação definitiva da Carta de Intenção, que será submetida à direção do FMI, levará ‘‘alguns dias mais’’.
O ministro argentino disse que o acordo com o FMI, em relação ao perdão pelo estouro das metas ficais no primeiro trimestre deste ano, permitirá a liberação dos recursos pendentes para este trimestre. Segundo ele, estão mantidas as metas fiscais para o próximo ano, de US$ 6,5 bilhões. Ele disse que não pediu ao FMI recursos adicionais, nem garantias de instituições como o Banco Mundial (Bird) para emissão de bônus. Entretanto, afirmou que espera a liberação dos desembolsos pendentes para este trimestre, de cerca de US$ 1,3 bi. Segundo ele, as medidas de reforma tributária e de corte de gastos, de US$ 900 milhões, anunciadas na ultima sexta-feira, serão publicadas como decreto hoje para entrar em vigor amanhã, dia 1º.
O diretor-geral do FMI, Horst Koehler, havia dito um pouco antes do anúncio feito por Cavallo que estava preparado para estudar uma modificação do calendário, com o objetivo de acelerar os empréstimos para a Argentina, mas Cavallo disse que isso não é necessário. ‘‘O que pedimos é que os trâmites sejam aprovados pela direção o mais rapidamente possível, para que não ocorram demoras, e o senhor Koehler disse que iria fazê-lo. Não pedimos aceleração dos empréstimos’’, disse Cavallo.
Ao chegar ao encontro, ontem, o ministro Domingo Cavallo rechaçou veementemente a possibilidade de que seu país declarasse moratória e afirmou que Buenos Aires está comprometido a cumprir com suas obrigações externas e tem capacidade para fazê-lo.
Livre comércioO Fundo Monetário Internacional (FMI) pediu ontem que países desenvolvidos e em desenvolvimento apóiem os esforços para que se realize este ano uma nova rodada multilateral de negociações sobre a liberalização comercial. Em um comunicado emitido ao final do encontro em Washington, o Comitê de Direção do FMI destacou a importância do acesso aos mercados para reforçar as perspectivas de crescimento dos países em desenvolvimento.

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