Buenos Aires - A diretoria do Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou, na noite de sexta-feira, que decidiu considerar o pedido do governo do presidente Eduardo Duhalde para negociar um programa financeiro de ''transição''. O governo argentino estava tentando conseguir - até agora sem sucesso - um acordo com o Fundo desde março.
O anúncio foi feito pelo porta-voz do Fundo, Thomas Dawson, ao afirmar que o programa - que não requererá um desembolso de dinheiro fresco - poderia ser fechado no início de janeiro.
A Argentina tem pressa, já que a meados de janeiro enfrentará significativos vencimentos de dívidas com o FMI e o Banco Inter-americano de Desenvolvimento (BID).
Segundo Dawson, o FMI decidiu aceitar o pedido da Argentina, levando em conta que depois das eleições presidenciais de abril de 2003 poderia ser assinado um ''programa integral''.
Extra-oficialmente, afirmava-se, em Buenos Aires, que o acordo teria uma duração de oito meses, um prazo inédito para o FMI, acostumado a realizar programas de mais de um ano de duração, e incluiria a reprogramação da dívida de US$ 4,5 bilhões que o país possui com o FMI. Do lado do BID e do Banco Mundial seriam reprogramados US$ 4,4 bilhões.

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