FMI abrirá crédito aos emergentes
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sexta-feira, 05 de outubro de 2001
Das agências<br> De Nova York 
O desaquecimento econômico mundial será ''mais forte que o previsto'' e o Fundo Monetário Internacional (FMI) defende ''uma ação coordenada'' para reativar o crescimento, declarou ontem Horst Khler, diretor gerente do FMI (foto). Ele estimou, no entanto, em comunicado divulgado ao final de uma reunião informal do Conselho de Administração do FMI, que a fragilidade da economia mundial poderá ser passageira e que o reaquecimento deverá ocorrer no começo de 2002.
Koehler informou que o Fundo estava disposto a conceder um apoio suplementar aos países emergentes que seguem ''boas políticas macroeconômicas'' e que estão sendo aguardadas novas ações de flexibilização da política monetária nos países industrializados.
Eleö disse que o Fundo está preparado para assumir um papel de fornecer conselhos e ajuda financeira adicional, onde necessário, aos países membros que tenham (ou adotem) políticas ''adequadas'', como parte de um esforço conjunto internacional para fortalecer a confiança na economia global.
Segundo o diretor,ö outros membros da comunidade financeira internacional, incluindo bancos de desenvolvimento multilaterais, credores oficiais bilaterais e credores privados, precisarão estar preparados para contribuir com sua parcela - incluindo o fornecimento de créditos de comércio exterior necessários e ação do Clube de Paris, onde se justifique essa ação.
Köhler divulgou ontem um comunicado sobre a situação da economia mundial e a resposta do Fundo ao novo cenário internacional. O comunicado, enviado aos presidentes de bancos centrais dos 183 países membros, foi elaborado após reunião öcom a diretoria executiva do FMI.
Köhler disse que após os ataques terroristas do dia 11 de setembro, é preciso uma resposta coordenada internacional para lidar com a s fraquezas da economia mundial e com os novos riscos e perspectivas. O Fundo e a comunidade internacional precisarão responder com políticas sólidas, a fim de reduzir a probabilidade de uma desaceleração sustentada e garantir que o FMI e a comunidade internacional estejam prontos para lidar com uma retração mais prolongada e profunda, se ela emergir.
Köhler, prossegue o comunicado, alerta que no futuro imediato as políticas econômicas terão de ser contextualizadas num ambiente de grande incerteza. ''Há muitas razões para esperar que a atual deterioração das condições econômicas será relativamente breve, com uma recuperação começando no primeiro semestre de 2002'', afirmou. Ele disse, no entanto, que não pode ser negligenciada a probabilidade de um cenário pior, incluindo um crescimento mais baixo e dificuldades crescentes de muitos países.


