Fluxo para emergentes caiu 20%
O último relatório sobre o mercado internacional de capitais do FMI mostra que quando as taxas de juros nos EUA caíram 4,5 pontos percentuais, entre 1991 e 1993, os investidores saíram à procura de papéis com rendimentos mais altos que os títulos da dívida norte-americana. Os fluxos de capital destinados a papéis de países emergentes subiram 32%.
Neste ano, no entanto, os juros já caíram quatro pontos percentuais nos EUA, mas o volume de dinheiro para os países emergentes despencou 20% no primeiro semestre. Por que o comportamento é diferente? ''A aversão ao risco hoje é muito maior do que naquela época'', diz Paulo Vaz, diretor do banco Barclays e Galícia.
De fato, entre 1991 e 1993 o índice EMBI do JP Morgan (um indicador da avaliação de risco de um conjunto de países emergentes) oscilou entre 600 e 650 pontos. De 1998 a 2000, saltou de 600 para 1.200 pontos.
Num mercado em que os investidores se mostram menos propensos a investir em papéis mais arriscados, o Brasil deve enfrentar ainda mais dificuldades. ''A indefinição gerada pelas eleições complica ainda mais o cenário'', afirma Vaz.
''Colocar papéis com vencimento até dezembro de 2002 é mais fácil. A partir daí a seletividade aumenta bastante'', completa.





