O aeroporto de Maringá, com fluxo de passageiros pelo menos 60% inferior ao de Londrina (cerca de 13 mil embarques e desembarques por mês), também dispõe de duas empresas com vôos para São Paulo e Curitiba (Gol e Trip). Na viagem para a capital paulista, os passageiros pagam R$ 245,00, e para Curitiba, entre R$ 160,00 e R$ 180,00.
Os aeroportos de Londrina e Maringá enquadram-se na mesma categoria, relativa aos serviços prestados ao usuário, de aeroportos como o de Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ). O de Maringá, no entanto, já oferece aos passageiros ambiente climatizado e ambulatório, serviços que ainda estão em fase de instalação no aeroporto de Londrina, como informa Gessilney da Paz Gomes, coordenador de operações e segurança.
Segundo José Rubens Abrão, superintendente do aeroporto de Maringá, uma antiga tendência dos usuários de avião do Norte do Paraná está se invertendo. ''Se antes, os usuários da região de Maringá iam até Londrina para pegar um avião, hoje o processo está invertido.'' A mudança, segundo Abrão, estaria ocorrendo principalmente por causa dos preços das passagens.
A expectativa do superintendente é de que o fluxo de passageiros aumente em até 40% nos próximos meses, com o lançamento do Maringá Conventions and Visitors Bureau, projeto que pretende transformar a cidade em grande centro de eventos da região. Com o aumento da movimentação no aeroporto, as expectativas são de que os serviços sejam melhorados e barateados.
Enquanto isso, em Londrina, as dificuldades citadas pelos usuários do aeroporto local não devem forçar a mobilização do empresariado quanto a reinvidicações. Na opinião do presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), David Dequêch Neto, os empresários entendem que as companhias aéreas passam por dificuldades financeiras. ''É um contexto comum a todo o País. A maioria dos custos das empresas é dolarizado e se for feito um levantamento dos preços das passagens em dólar, veremos que elas não subiram.''

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