Fluxo de veículos nas estradas pedagiadas cresce 1% em outubro
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sábado, 09 de novembro de 2013
Andréa Bertoldi<br> Reportagem Local 
Curitiba - O fluxo de veículos nas estradas pedagiadas do Brasil cresceu 1% em outubro, sobre setembro, já descontados os efeitos sazonais. Os números são da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), calculados pela Tendências Consultoria Integrada. Na mesma base de comparação, as passagens de veículos leves pelas praças de pedágios no mês passado avançaram 1,1% em relação a setembro e a dos pesados cresceu 0,5%. No Paraná, o crescimento no fluxo de veículos em outubro na comparação com setembro foi 2,2%. No Estado, as passagens de veículos leves tiveram crescimento de 2,6% e dos pesados de 1,5%. O fluxo de caminhões foi impulsionado especialmente pela safra agrícola. No primeiro semestre de 2013, as entradas de caixa da ABCR no Paraná foram de R$ 885,590 milhões e, no ano de 2012, de R$ 1,625 bilhão.
Na leitura dos dados no País de outubro, na comparação com idêntico mês em 2012, os registros mostram crescimento de 4,8% no volume total de passagens pelos pedágios, com expansão de 5,6% nos movimentos dos leves e de 3% na circulação dos pesados. No Paraná, na mesma base de comparação, houve crescimento de 4,5% no fluxo de veículos, com incremento de 6,3% para veículos pesados e 3,4% para veículos leves.
De janeiro a outubro, o fluxo total de veículos pelas rodovias administradas pela iniciativa privada cresceu 3,7% no País. Nesta leitura, os leves aumentaram em 3,7% as passagens pelas praças de pedágios e o pesados, em 3,6%. No Paraná, no acumulado do ano, o crescimento foi de 3,8% no fluxo total. O Estado teve aumento de 5,3% em veículos pesados e 3% em leves.
No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em outubro, a circulação total de veículos pelas estradas pedagiadas do Brasil cresceu 3,8%, com expansão de 4,1% dos veículos leves e de 3,1% dos pesados. No Paraná, nos 12 meses, houve crescimento de 3,8% no fluxo de veículos. Em veículos leves, o Estado teve aumento de 3% e, em pesados, de 5,3%.
Para o economista da Tendências Consultoria Integrada, Rafael Bacciotti, o crescimento do fluxo de veículos pesados (caminhões) no Paraná acima dos leves, pode ser explicado pelo bom desempenho da safra agrícola neste ano, especialmente no primeiro semestre do ano.
Já para os veículos leves (carros de passeio), o crescimento menor da renda e a inflação que reduziu o poder de compra do trabalhador, fez com que as pessoas viajassem menos e, portanto, não utilizassem as rodovias pedagiadas. Ele lembrou ainda que, nos últimos trimestres houve um descompasso entre a produção e a venda de veículos, mesmo com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que foi prorrogada até o final do ano pelo governo federal. Isso levou a um aumento de estoques de veículos no País. Em outubro, a produção de veículos caiu 8,4%, de acordo com dados da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).


