Curitiba - O fluxo de veículos nas estradas brasileiras teve aumento de 1,1% em outubro na comparação com setembro deste ano. Ainda na mesma base de comparação, o movimento de veículos leves subiu 0,9% e o de pesados 1,1%. O Índice ABCR de Atividade mede o fluxo de veículos nas estradas concedidas à iniciativa privada e é produzido pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) em conjunto com a Tendências Consultoria Integrada.
Para o economista da Tendências, Rafael Bacciotti, o resultado de veículos leves, mostra que, mesmo com o emprego e a renda crescendo menos, ainda assim, os trabalhadores tiveram aumentos de salários com ganho real neste ano, ou seja, acima da inflação, o que influencia o setor de concessionárias de rodovias. Ele acredita que o crescimento do fluxo de pesados pode estar relacionado com uma leve retomada da produção industrial em outubro, dado que ainda não foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No acumulado do ano (janeiro a outubro) o Índice ABCR aponta crescimento de 2,6%, impulsionado pela elevação do fluxo de veículos leves que subiu 4,6%, enquanto o movimento dos pesados caiu -2,7%. Bacciotti reitera que o resultado positivo nos veículos leves está diretamente relacionado a emprego e renda. Já a redução nos pesados é o reflexo direto da queda na produção industrial durante o ano que faz a circulação de caminhões ser menor nas estradas brasileiras.
No mês de outubro, comparado com o mesmo mês do ano anterior o crescimento do índice foi de 1,6%, com resultado positivo de 3,4% nos veículos leves e negativo de -3% nos pesados.
E nos últimos 12 meses encerrados em outubro, o fluxo de veículos nas estradas cresceu 2,9% com alta de 4,8% nos leves e queda de -2,2% nos pesados. Bacciotti reforça que a queda em veículos pesados mostra o enfraquecimento da produção industrial, especialmente no setor automotivo, que vem registrando queda em vendas internas e exportações.

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No Paraná, o fluxo de veículos cresceu 0,6% em outubro na comparação com o mesmo mês de 2013 puxado pela elevação de 3,8% nos leves. Em veículos pesados houve queda de -4,5%, refletindo a mesma tendência do cenário nacional. No ano, o índice acumula alta de 3,2%, com crescimento de 5% em leves e de apenas 0,1% em pesados. Nos 12 meses encerrados em outubro, o crescimento do fluxo nas estradas foi de 3,6%, com crescimento de 5,2% para leves e de 0,7% nos pesados.
No ano passado, o Índice ABCR fechou com crescimento de 3,2%. Bacciotti prevê que 2014 encerre com percentual menor em relação ao ano passado. Para ele, isso é resultado da diminuição de confiança dos empresários, principalmente do setor industrial, o que prejudica a atividade e a movimentação nas estradas. Além disso, o fluxo de veículos também foi afetado com a redução das exportações de automóveis para a Argentina. O cenário do País de juros elevados e inflação alta também refletiu no setor que ainda foi afetado pelas incertezas com as eleições e o menor número de dias úteis em função da Copa do Mundo.
Ele prevê que 2015 ainda será um ano bastante complicado devido à política fiscal comprometida, inflação alta e previsões de produção industrial fraca, além da redução na renda e do aumento do desemprego.

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