Fluxo de passageiros em voos de Londrina deve se estabilizar
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Fábio Galiotto<br> Reportagem Local 
A redução no número de promoções de companhias aéreas e na oferta de assentos, devido ao aumento dos custos operacionais de voos, deixam a expectativa de passageiros em Londrina em 1,1 milhão para este ano, patamar muito próximo aos 1.098.804 de 2012. Depois de aumento de 14,18% sobre os 962.217 de 2011, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) trabalha com a possibilidade de que o número se estabilize neste ano.
No Aeroporto Governador José Richa, em Londrina, ocorreu aumento na média do número de voos, que passou de 44 movimentos no primeiro mês do ano passado para 50 em janeiro último. Com isso, a quantidade de assentos disponíveis em voos comerciais passou de 131.052 para 154.688, uma diferença de 18% no mesmo comparativo. Mesmo com o aumento de 8,09% no número de passageiros entre os dois períodos, que foi de 81.113 para 87.675, a taxa de ocupação no mês passado foi de 55,2%, índice abaixo dos 62% de janeiro de 2012, segundo a Infraero.
Londrina está na contramão da média nacional, cujo número de assentos disponíveis caiu 7,19% entre os dois períodos. Nesse cenário, o aproveitamento, que em janeiro de 2012 foi de 74,7%, passou a 79,4% no mês passado. "A redução da oferta tem sido uma tendência entre as empresas nos últimos meses, em resposta ao aumento dos custos operacionais", diz o consultor técnico da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Adalberto Febeliano, em nota.
O superintendente da Infraero na cidade, Marco Pio, prefere não opinar sobre a oferta de assentos, por considerar uma questão estratégica das empresas. No entanto, o aumento momentâneo no número de voos na cidade não gera expectativa de crescimento expressivo no número de passageiros neste ano, porque o custo das passagens deve ser maior. "Trabalhamos com a estimativa de 1,1 milhão embarques e desembarques. Se aumentar, não vai ser como no ano passado", diz Pio. Ele acredita que, se houver incremento, será abaixo de 10%, enquanto a média local por ano desde 2008 foi de 21,56%.
Para o diretor de segurança e operações de voo da Abear, Ronaldo Jenkins, há a necessidade de se alterar a oferta de assentos depois que as empresas sofreram prejuízos em 2012 superiores a R$ 1 bilhão. "As medidas que podem tomar é aumentar a receita com tarifas mais caras ou reduzir a oferta de assentos com menor número de voos", diz. Como a classe média passou a ter acesso a viagens aéreas, Jenkins afirma que não é possível reajustar as passagens, por se tratar de um público mais suscetível a aumentos de preço.
Sobre os custos que mudaram, ele diz que a variação cambial reflete no valor de combustíveis, seguros, manutenção e no leasing de aviões, o que chega quase a 80% dos custos das empresas. O diretor da Abear acredita que a tendência é de que ainda ocorram promoções neste ano, mas que o número diminua. "É uma adequação, na verdade, já que houve redução na demanda a partir do segundo semestre do ano passado."
Turismo
Mesmo com a possibilidade de redução de promoções, o gerente geral de vendas da CVC em Londrina, Thiago Quilici, não espera redução na venda de pacotes de turismo. "Trabalhamos com a compra de cotas de passagens antecipadas e, por isso, temos tarifas diferenciadas", justifica. O reflexo, para ele, será apenas para pessoas que decidem viajar de última hora.
Com a redução do número de assentos, a compra com antecedência passa a ser ainda mais importante. "As passagens são mais baratas em voos que estão mais vazios e aumentam de acordo com a lotação", lembra Quilici.



