Fluxo de capitais para AL deve melhorar em 2003
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sexta-feira, 17 de janeiro de 2003
France Presse 
Washington Os fluxos líquidos de capitais para a América Latina devem melhorar ligeiramente em 2003, chegando a US$ 35 bilhões, depois de terem caído a US$ 25 bilhões em 2002, o nível mais baixo desde 1995. Espera-se que a economia da América Latina se recupere também moderadamente, com um crescimento de cerca de 2,4% depois de uma contração de 1,5% em 2002, informou o Instituto de Finanças Internacionais (IFI), que representa 320 instituições financeiras de todo o mundo.
O reinício do crescimento ''deveria ganhar impulso na segunda metade do ano, com a diminuição da incerteza e das dificuldades financeiras em países-chaves'', destaca o IFI no informe sobre os fluxos de capitais aos países em desenvolvimento.
Charles Dallara, diretor-gerente do IFI, disse que a recuperação da América Latina dependerá em boa medida dos acontecimentos no Brasil, Argentina e Venezuela, assim como do progresso global, que continua muito incerto com fraco crescimento na Europa e Japão. A perspectiva está conturbada, também, pelo risco de uma guerra no Iraque e suas implicações sobre o preço do petróleo e o aumento das ameaças terroristas.
Em nível global, o IFI espera que os fluxos líquidos de capital para os países em desenvolvimento aumentarão em 2003 a US$ 137 bilhões, em comparação com os US$ 113 bilhões em 2002. Apesar do projetado aumento, o nível estará longe da média da última década, que foi de US$ 185 bilhões por ano. Dallara afirmou que o apetite dos investidores pelos valores dos mercados emergentes caiu desde a série de crises que começaram com a do México em 1995.


