Brasília - O Brasil teve no mês de julho o maior fluxo cambial positivo do ano e o segundo mais alto da série histórica do Banco Central (BC), iniciada em 1982 - o maior ocorreu em junho de 2007, quando somou US$ 16,561 bilhões. De acordo com o BC, as entradas de dólares no Brasil superaram as saídas em US$ 15,825 bilhões. No resultado do mês passado, o fluxo financeiro foi positivo em US$ 9,571 bilhões, com ingressos de US$ 39,316 bilhões e saídas de US$ 29,745 bilhões, enquanto o comercial teve superávit de US$ 6,253 bilhões, com exportações de US$ 23,668 bilhões e importações de US$ 17,415 bilhões.
O BC informou também que os bancos reduziram sua posição vendida em câmbio para US$ 6,302 bilhões, ante US$ 14,696 bilhões em junho. Tanto o forte fluxo cambial como a redução na aposta dos bancos na valorização do real foram consequência da medida adotada pelo Banco Central no início do mês para limitar a posição vendida dos bancos a no máximo US$ 1 bilhão. As compras de dólares feitas pela autoridade monetária elevaram as reservas em julho em US$ 6,637 bilhões.
O fluxo cambial na semana passada foi positivo em US$ 4,955 bilhões, de acordo com dados divulgados ontem pelo BC. Curiosamente, no dia 27 de julho, quando o governo adotou a medida que taxou com 1% de IOF o aumento nas posições vendidas no mercado de derivativos e ainda deu superpoderes de atuação ao Conselho Monetário Nacional (CMN), houve o maior ingresso líquido de divisas na semana: US$ 3,692 bilhões (sendo US$ 2,309 bilhões pelo segmento financeiro).
Segundo o BC, o fluxo comercial na semana passada foi positivo em US$ 3,077 bilhões, com exportações de US$ 7,687 bilhões e importações de US$ 4,610 bilhões. O fluxo financeiro na semana foi positivo em US$ 1,878 bilhão, com entradas de US$ 9,391 bilhões e saídas de US$ 7,513 bilhões. Apesar do forte fluxo no dia 27, o segmento financeiro teve nos dois dias seguintes resultados negativos de, respectivamente, US$ 535 milhões e US$ 234 milhões.

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