"Está todo mundo assustado e perguntando para a gente se o dólar vai subir mais ou vai cair", conta a sócia-diretora da KTS Turismo, Cristiane Yuri Toma. "Mas é complicado porque nós também não sabemos o que vai acontecer", complementa. Ela ressalta que câmbio Iata (usado pelas companhias aéreas para venda de passagens) subiu R$ 0,15 só nas duas últimas semanas e que o fato deixa o turista internacional muito inseguro.
Por outro lado, devido à queda nas compras de bilhetes pelos brasileiros, as empresas aéreas passaram a fazer promoções para compensar as perdas. "Hoje, você tem promoção Curitiba/Miami/Curitiba por US$ 325 (algo em torno de R$ 1.100) sem taxa", afirma. Segundo ela, principalmente num momento como o atual, o papel do agente de viagem é buscar alternativas viáveis para seus clientes. "Estamos aqui para ver as promoções, para indicar hotéis mais baratos, se for o caso, para alterar destinos, enfim, para buscar o produto mais adequado para nossos clientes", declara.
Cristiane diz que, cada vez que o dólar sobe, a tendência de quem está se preparando para viajar é reduzir o tempo de estadia ou trocar o destino inicial por um mais em conta. Ela também afirma que os turistas têm feito menos compras no exterior e focado mais em "bens culturais e gastronômicos".
Diretora da Albatroz Turismo, Cristiana Pitol Grassano, diz que, toda vez que o dólar tem forte alta, os clientes solicitam para a agência segurar o fechamento dos pacotes. "Eles pedem para esperar mais uma semana na esperança de que o câmbio recue", declara. "Mas não desistem, acabam comprando. Às vezes fazem uma mudança no roteiro, trocam o destino, o hotel, deixam de fazer compras no destino", acrescenta.
De acordo com a diretora, apesar do dólar alto, ainda há muita gente indo fazer compras nos Estados Unidos. "Comprar vestidos de noiva e enxoval para bebês ainda compensa", declara.
A funcionária pública Tábata de Oliveira foi ontem à tarde a uma casa de câmbio no centro da cidade para ver a cotação do dólar. E assuntou: R$ 3,58. Ela vai para a Argentina com o noivo em outubro e não sabe se compra dólar ou peso. "Acho que vou acabar comprando peso. Talvez seja mais vantajoso", afirma. (N.B.)

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