Agência Estado
De São Paulo
O furacão Floyd e o Banespa foram os destaques do mercado acionário ontem. Mas independentemente destas duas tormentas, faltaram compradores nas bolsas domésticas. O Ibovespa fechou em queda de 1,49%, com volume negociado de R$ 455 milhões. A Bolsa do Rio caiu 0,14%.
O furacão foi responsável pelo término antecipado das negociações com bradys, títulos do Tesouro dos EUA e petróleo – importantes parâmetros para os investidores. A Bolsa de Nova York funcionou normalmente: fechou em queda de 64 pontos, nos 10.737 pontos. A baixa ocorreu porque era véspera do vencimento tríplice de contratos futuros e também por causa de um indicador que sinaliza aquecimento indesejado da economia norte-americada. O número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA, na semana que terminou em 4 de setembro, caiu 4 mil – menos gente procurando o auxílio é sempre preocupante numa economia que opera próxima do pleno emprego.
Já o Banespa foi um capítulo à parte. O papel PN despencou 12,90%, para fechar em R$ 54,00, a maior queda do Ibovespa. Isso ocorreu porque a Receita notificou o banco a pagar R$ 2,866 bilhões. O secretário da Receita se recusou a comentar o fato e o BC disse que isso não interfere no processo de privatização do banco. O mercado duvida, tanto que desovou o quanto pôde a ação. Houve 1.567 negócios com o papel, que foi responsável por um giro de R$ 55 milhões.

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