Será fundada hoje a Associação Norte Paranaense dos Produtores de Flores e Plantas Ornamentais (Aflopar). Cerca de 50 produtores estarão reunidos, das 9 às 15 horas, na Pousada das Alamandas, em Rolânda, para composição da primeira diretoria da entidade. A organização do setor está sendo coordenada pela Emater, através do extensionista Gervásio Vieira. A área de atuação da Aflopar compreende os Estados do Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.
Além da eleição da diretoria, haverá duas palestras: uma sobre comercialização e a outra sobre produção de crisântemo.
No Paraná, a floricultura é vista com bons olhos, informa a Assessoria de Comunicação da Emater. É uma atividade alternativa de diversificação agrícola para chácaras e sítios. Requer como condição básica aos seus produtores o planejamento do que produzir, quando produzir e como escalonar a renda e o retorno do capital investido. Absorve mão-de-obra familiar, com especialização na atividade por exigir domínio da tecnologia em todas as fases. Muitos produtores paranaenses já estão participando da produção de flores e plantas ornamentais, informa a Emater.
No Brasil são 5 mil produtores cultivando 300 espécies e 2 mil variedades de flores, em 4 mil hectares de área aberta e 630 hectares de estufa. A colocação da produção é feita em mais de 4 mil floriculturas distribuídas em todo o País. As espécies mais cultivadas são rosa, com 22 milhões de dúzias/ano; violeta, com 18 milhões de vasos e crisântemo, com 6 milhões de pacotes.
São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro são os principais produtores de flores e plantas ornamentais, informa ainda a Emater. Como atividade comercial a produção começou em 1930, pela imigração japonesa e seu incremento ocorreu nas décadas de 60 e 70 através de imigrantes holandeses e novas tecnologias de produção.

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