Nasci flamenguista e assim vou morrer. É o que afirma o torcedor Joarez Alves Pereira, que traz no sangue verdadeira paixão pelo time. ''É herança de família'', conta. Em todos os momentos do dia ele lembra do time. ''Acordo tomo café, almoço e janto com o Flamengo''.
Aos sete anos ele ganhou a primeira camisa oficial do time, que foi a primeira de uma coleção imensa. ''Depois disso já tive mais de 70 unidades de time, jogo e passeio'', diz, orgulhoso. ''Daria para comprar um carro com o dinheiro que investi em camisas, pois não compro falsificadas''. Pereira lembra que muitas vezes comprou camisetas e teve de escondê-las para chegar em casa. ''Eu já tive várias e, embora a minha esposa também seja flamenguista, ficava brava pelo exagero''. Atualmente ele tem cerca de 16 na sua coleção porque sempre acaba doando alguma para os colegas.
O torcedor reúne também várias edições da revista Placar com notícias sobre o time e jogadores; jornais (desde 1980) e autógrafos. Para reafirmar a sua paixão pelo Flamengo, ele reveste os bancos dianteiros do seu carro com camisas oficiais. ''Quem entra no meu carro tem que aceitar o emblema'', brinca. Além de se vestir diariamente com as cores rubro-negras, visando mostrar a sua preferência, Pereira fez uma tatuagem com o emblema do time no braço direito. ''Quero mostrar que sou flamenguista de coração. Na verdade o que vale é o amor que sinto e não as coisas materiais'', considera.
Para assistir ao jogo de amanhã, além das peças convencionais, o torcedor vai providenciar uma bandeira. ''Nosso lugar (esposa e filha de sete anos, também rubro-negra) já está garantido. Vamos vibrar com cada passe dos jogadores''. (A.V.)

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