A Associação Brasileira da Indústria Fitoterápica (Abifito) realizou ontem, em Curitiba, um workshop sobre o setor. Representantes de cerca de 50 empresas participaram do encontro, que teve como objetivo discutir planos de ação da entidade e temas técnicos relacionados à fitoterapia. ‘‘Hoje a Abifito já reúne cerca de 20 empresas, queremos ampliar esse número para estabelecer um canal organizado de comunicação junto ao Governo Federal’’, explicou o membro do conselho fiscal da entidade, Fernando Meneguetti, diretor da Stesiafarma.
A fitoterapia movimenta cerca de US$ 14 bilhões por ano no mundo, o que representa 5% dos US$ 280 bilhões do mercado de medicamentos sintéticos. No Brasil, todo o setor de medicamentos representa US$ 7 bilhões anuais, sendo US$ 300 milhões de fitoterápicos. Segundo Meneguetti, existem algumas distorções na legislação que dificultam o crescimento do setor no mercado nacional. ‘‘Precisamos agilizar o registro de produtos, que ainda é muito demorado em algumas áreas, essa será uma das principais funções da Abifito.’’
Para Meneguetti, a organização dos fabricantes de medicamentos fitoterápicos não contraria os interesses dos grandes laboratórios fitoterápicos. ‘‘São coisas distintas; a fitoterapia pode ser usada como alternativa ou complemento aos tratamentos tradicionais, não pode substituir a alelopatia em todas as situações.’’
Além das regulamentações, a associação também pretende ampliar as discussões sobre padrões e pesquisas para desenvolvimento de novos produtos. Outra meta é a criação de câmaras técnicas para tratar da fitoterapia no Brasil. ‘‘As indústrias precisam ter um representante junto ao Ministério da Saúde como interlocutor direto.’’
O coordenador de fitoterápicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Edmundo Machado Neto, concorda com a criação da entidade. Ele participou do workshop e falou sobre a atual legislação de medicamentos fitoterápicos no País.

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