Curitiba O governo estadual vai ter problemas se quiser tirar das prateleiras dos supermercados produtos acusados de terem transgênicos em suas composições. As ações de fiscalização no varejo serão definidas na próxima semana, depois de o governador Roberto Requião (PMDB) sancionar a lei que proíbe a produção, comercialização e industrialização de transgênicos no Paraná. A fiscalização usaria listagem do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), mas as empresas citadas pelo órgão negam o uso de organismos geneticamente modificados.
A fiscalização seria feita em conjunto com a Coordenadoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), o Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem), a Secretaria de Estado da Agricultura e a Vigilância Sanitária. Em entrevista ontem a uma emissora de tevê ao meio dia, o coordenador do Procon, Algaci Túlio, disse que os produtos teriam que ser retirados das prateleiras. Depois, ele amenizou e disse que as ações ainda vão ser planejadas. ''Após a sanção do governador será definido se os produtos terão que ser retirados imediatamente ou se iremos dar um prazo para isso'', disse.
Túlio disse ontem à tarde que ainda não tinha nenhuma relação de produtos transgênicos, mas iria verificar os dados no site do Idec (www.idec.org.br), que aponta seis produtos importados com transgênicos que são comercializados no Brasil. A organização não-governamental Greenpeace (www.greenpeace.org.br) também tem uma listagem de produtos que não são seguros para o consumo, já que as empresas não comprovaram que utilizam apenas matéria-prima tradicional. Nessa lista há cerca de 300 produtos, englobando os biscoitos, chocolates, salgadinhos, molhos e temperos mais consumidos no País.
As empresas citadas pelo Idec e pelo Greenpeace negam o uso de organismos geneticamente modificados.

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