Foz do Iguaçu Mais de 500 toneladas de milho e soja estão retidas na Estação Aduaneira do Interior (Eadi), em Foz do Iguaçu, por causa de problemas nos documentos dos caminhões e motoristas. A carga está distribuída num comboio vindo do Paraguai e barrado pela Polícia Rodoviária Federal.
A principal infração foi o descumprimento das novas regras da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), colocadas em práticas no último dia 1º . O órgão obrigou os autônomos a terem vínculo com alguma empresa habilitada. Freteiros sem esse cadastro estão proibidos de cruzar a fronteira.
Os patrulheiros seguraram as 16 carretas brasileiras e quatro paraguaias há três dias cada uma tem em média 27 toneladas de grãos. A maioria iria para o Porto de Paranaguá. Por enquanto, somente um veículo, brasileiro, foi liberado, informou ontem o inspetor da PRF em Foz, José Soares dos Santos.
''Antes, a gente estava fazendo a fiscalização diurna, sem atingir a safra (de grãos). Agora, vamos fazer a vistoria 24 horas por dia. O pessoal irregular que soube do trabalho já nem vem mais'', disse Santos. Segundo ele, os motoristas também podem receber multas que variam US$ 500 a US$ 12 mil
O sistema da ANTT foi implantado em todo território nacional. Perto de 900 empresas brasileiras e 600 estrangeiras conseguiram registro para transporte internacional rodoviário.
Conforme a ANTT, a medida segue a orientação do Acordo sobre o Transporte Internacional Terrestre (ATIT), principal instrumento de regulamentação do transporte no Cone Sul. Ela possibilitaria, entre outras coisas, dar maior segurança ao setor e identificar com mais facilidade os responsáveis por mercadorias que cruzam fronteiras.

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