Fiscalização está rígida, afirma organização
Aline Beluci, organizadora da feira, e comerciantes reclamaram da burocracia e da fiscalização, mais rígidas que em outras cidades já visitadas. A feira, que deveria ter começado na quinta-feira às 8h, começou às 14h. Segundo Aline, Inmetro, Receita Federal e Receita Estadual passaram pela feira nos dois dias de realização. Para venderem seus produtos na cidade, os comerciantes da feira tiveram de pagar a diferença de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) entre os Estados. "Em São Paulo é 12%, no Paraná é 18%", pontua Aline.
"O prefeito, a fiscalização estão em cima. Eles acham que não temos nota (fiscal)", reclama Rafael Casado, um dos comerciantes da feira. "Tenho empresa aberta, emitimos nota fiscal em São Paulo", completa. José Fábio, também da organização, esclarece que os preços dos produtos são mais baixos porque não estão embutidos os custos da loja e frisa que grande parte dos comerciantes possui CNPJ. "Temos um boliviano que fabrica seus produtos, uma pessoa de Pernambuco que revende jeans. As peças são mais baratas porque não têm o custo da loja."
Maria do Carmo, outra comerciante da feira, diz que consegue vender seus agasalhos 50% mais baratos porque fabrica algumas peças, e outras, paga à vista. "Vendo mais barato, mas ganho no giro, por quantidade."(M.F.C.)





