Fiscalização em Foz é reforçada
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sexta-feira, 23 de março de 2001
Emerson DiasDe Foz do Iguaçu 
O número de fiscais do Ministério da Agricultura atuando nas aduanas de Foz do Iguaçu praticamente dobrou, mesmo sem qualquer registro de entrada de carne argentina na Estação Aduaneira do Interior (Eadi), depois que o ministro Pratini de Moraes anunciou o bloqueio de carne bovina vinda do país vizinho, sob suspeita de contaminação por febre aftosa. Agora são três fiscais na Ponte da Amizade (Brasil/Paraguai) e dois na Ponte Tancredo Neves (Brasil/Argentina).
Durante toda a manhã de ontem, o delegado Federal do Ministério da Agricultura no Paraná, Ailton Santos, esteve reunido em Foz com representantes da Receita e Polícia Federal para tratar de assuntos ligados à fiscalização na fronteira. Mesmo assim, não houve nenhuma operação especial durante a permanência de Santos na cidade.
Apesar de as vistorias em carros e caminhões terem sido ampliadas, não foram encontrados indícios de transporte ilegal de carne bovina nas vias internacionais. Entre as cargas importadas que, obrigatoriamente, precisam passar pela Eadi, não havia sinais do produto. Tanto o delegado Santos quanto o chefe do escritório do MA em Foz, Gil de Magalhães, evitaram falar com a imprensa ontem sobre detalhes da fiscalização.
Em Foz do Iguaçu, a entrada de carne possivelmente infectada com aftosa é duplamente preocupante, já que o Paraguai também registrou no final do ano passado, focos da doença. Entre 5 de maio e 8 de agosto passaram pela fiscalização de Foz 8.240 animais vivos e 2,6 mil toneladas de carne bovina.
A Secretaria de Agricultura informou através de sua assessoria de imprensa que a preocupação maior é com a travessia de carne contrabandeada do Paraguai pelo rio Paraná. A Secretaria vai encaminhar um pedido à Marinha para reforçar a vigilância na região.(Colaborou Alexandre Palmar)


