A fiscalização contra a entrada do vírus da aftosa pelo Lago de Itaipu é precária. Os órgãos encarregados da vistoria têm estrutura mínima para cobrir todo o reservatório, de 1,35 mil metros quadrados, com margens em 14 municípios da Costa Oeste (de Foz do Iguaçu a Guaíra), além de 200 quilômetros de extensão em linha reta.
A 3ª Companhia da Polícia Militar, em Marechal Cândido Rondon, tem oito soldados para vistoriar cinco dos 14 cidades margeadas pelas águas. Mesmo assim, o comandante do destacamento, sargento Victor Morel, observa que a fiscalização feita de lancha feita em diferentes períodos do dia na tentativa de surpreender contrabandistas.
Outro problema é a falta de pedilúvio - estrutura com produtos químicos onde as pessoas desinfectam os calçados - em Porto Mendes (distrito de Marechal Cândido Rondon). Diariamente, dezenas de passageiros, vindos do Paraguai, descem da balsa sem desinfectar os sapatos. Santa Helena (113 quilômetros ao norte de Foz), tem pedilúvio na balsa, porém o rodolúvio - para automóveis - entra em funcionamento somente na sexta-feira.
Alheio a preocupação dos órgãos de seguranças, o criador de gado Roque Schaefer, 34 anos, com fazenda em Porto Adela, em Salto del Guayra (estado paraguaio fronteira com Marechal Cândido Rondon), diz ser impossível alguém contrabandear uma cabeça de gado pelo Lago de Itaipu. ‘‘Precisaria de uma embarcação muito grande, inexistente nessas redondezas’’, ameniza o brasileiro, com 250 cabeças de gado no país vizinho (A.P.).

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