Fiscalização é intensa na fronteira
Fiscais do Ministério da Agricultura estão apreendendo todo tipo de carne sem procedência, ainda que em aparente boas condições: prejuízo do Paraguai atinge R$ 9,5 milhões ao mês por causa das sanções impostas pelo Brasil
Depois de receber ordens expressas do governo federal para não deixar entrar qualquer quantidade de carne ilegal no País, a equipe de fiscais do Ministério da Agricultura redobrou as vistorias nos carros que cruzam a Ponte da Amizade, via que liga Foz do Iguaçu a Ciudad del Este.
No final da tarde de quarta-feira, 260 quilos de carne ilegal, entre bovina, peixes, frangos sem origem especificada nas embalagens , foram destruídos. Todos os produtos foram enterrados no aterro sanitário. Somados às pequenas apreensões realizadas na aduana e no comércio local, o total ultrapassa a 2,5 toneladas.
Desde o dia 7 de agosto a importação de bovinos, suínos e ovinos do Paraguai foi proibida pelo Ministério da Agricultura, alegando fortes suspeitas de existir focos de febre aftosa no país vizinho.
Segundo informações da Vigilância Sanitária de Ciudad del Este, o prejuízo chega a R$ 9,5 milhões mensais com as sanções impostas pelo governo brasileiro. Até a próxima semana, cerca de 4 milhões de doses serão compradas no Brasil, já que a vacina deixou de ser fabricada no Paraguai desde 1994. Mesmo com a importação emergencial de vacinas, o número de doses é insuficiente para imunizar todo o rebanho paraguaio, estimado em 10 milhões de cabeças (leia ao lado).
Funcionários trabalharam na fiscalização, que é mantida durante a noite. Temos pelo menos dois fiscais de plantão 24 horas, disse o chefe do Ministério da Agricultura em Foz, Gil Bueno Magalhães, lembrando ainda que uma equipe composta por agentes do ministério, da Secretaria Estadual da Agricultura e da Vigilância Sanitária da cidade, continua percorrendo os estabelecimentos comerciais da cidade à procura de carne de procedência duvidosa. (Emerson Dias)





