Fiscalização de combustíveis movimenta a Capital
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 17 de março de 2010
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Até ontem à tarde, a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) tinha realizado 160 testes de qualidade nos postos de combustíveis de Curitiba e nenhum deles ainda tinha sido interditado por irregularidades. A Agência esclareceu que esta fiscalização é exclusivamente para verificar problemas de qualidade nos produtos. Nos próximos dias, a entidade deve divulgar os resultados finais desta operação especial, mas não informou a data de encerramento dos trabalhos.
A ideia é fiscalizar todos os 400 postos de Curitiba com a presença de 30 equipes de fiscais na Capital. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Paraná (Sindicombustíveis-PR), Roberto Fregonese, destacou que um dos motivos que está deteriorando o mercado é a sonegação fiscal.
''Curitiba é uma praça complicada'', disse. Ele lembrou que indícios de irregularidades já foram observados pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) por meio do monitoramento da qualidade dos combustíveis.
Ele acredita que pode ser que acabe essa ''autofagia'' na questão dos preços em Curitiba. Lembrou que há álcool sendo vendido por R$ 1,25 nas bombas enquanto a Petrobras comercializa o produto a R$ 1,49. Os postos que tiverem irregularidades podem sofrer sanções desde multa e interdição até processo civil e criminal.
Um dos indícios que chamou a atenção dos fiscais foi o comportamento dos preços na Capital devido à grande oscilação e aos valores baixos que vem sendo praticados nas últimas semanas. Além disso, também há suspeitas de uso de metanol, substância altamente tóxica e de comercialização proibida, misturado ao etanol.


