Fiscalização da Anvisa pode ser remota
Determinadas cargas, como de alimentos e medicamentos, precisam ser vistoriadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para serem importadas. O Teca de Londrina não conta com escritório do órgão e, toda vez que é necessária uma verificação do tipo, um fiscal de Maringá tem de vir à cidade. Mas, um portaria da própria Anvisa, do início do mês, deve atender uma das principais reivindicações da classe empresarial de Londrina e região, que é agilizar a verificação dessas cargas
Segundo a assessoria de imprensa da agência, a análise dos processos de importação estabelecidos pela nova portaria passa a ser feita por quatro postos nacionais descentralizados "ligados ao nível central". "As atividades de inspeção são realizadas por equipes locais, demandadas pelas equipes centrais em acordo com a avaliação de risco."
A Anvisa informa que a inspeção física ou apenas remota depende de caso para caso e da expertise do fiscal. "Se, ao analisar uma documentação, o fiscal notar que algo precisa ser verificado mais de perto, ele então o fará", informa.
A Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina), por várias vezes, defendeu a proposta da Prefeitura de ceder um profissional para fazer as fiscalizações. O presidente da entidade, Cláudio Tedeschi, diz que uma empresa como a indústria de medicamentos Sandoz, instalada em Cambé, poderia fazer as operações todas pelo Teca. "Só eles, já ocupariam quase toda a capacidade do terminal", acredita
De acordo com o diretor da unidade da Novartis/Sandoz, João Keller, o Teca atende parcialmente as necessidades da empresa. Atualmente, o desembaraço da carga aérea é realizado majoritariamente em Curitiba. Já a carga transportada marítima é desembaraçada em Paranaguá. Keller afirma que "seria importante para a companhia se pudesse contar com um posto da Anvisa no próprio Terminal de Carga do Aeroporto, com funcionários disponíveis para realizar o desembaraço localmente com agilidade. Isso agilizaria o processo logístico e possibilitaria à companhia levar acesso a medicamentos de qualidade com mais rapidez para pacientes de todo o país."
Ele diz ainda que, caso houvesse essa estrutura, além de ser um terminal para a unidade de Cambé, também poderia ser uma opção para receber mercadorias para o grupo Novartis em outras regiões do País, que atualmente são desembaraçadas em outros portos e aeroportos.
A carga movimentada no Teca de Londrina corresponde majoritariamente a mercadorias importadas, pois a fábrica em Cambé está focada principalmente em atender o mercado nacional. No entanto, 5% da produção da unidade é destinada à exportação, principalmente para países da Europa e da América Latina. (A.M.P)





