Curitiba - Cerca de 40% dos agrotóxicos aplicados nas lavouras de soja das regiões oeste e sudoeste do Paraná são contrabandeados do Paraguai. Esses agrotóxicos são de origem chinesa e contêm em suas fórmulas sais não aprovados no Brasil, que podem acumular resíduos químicos nos grãos de soja ou nas carnes de animais que consumiram farelo de soja como ração.
Para evitar futuras rejeições nas exportações desses produtos, o Ministério da Agricultura decidiu intensificar a fiscalização contra o contrabando de agrotóxicos. No Paraná, a delegacia regional do Ministério da Agricultura firmou parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento para reforçar a estrutura dos dois órgãos.
A fiscalização vai ser intensificada no comércio de agrotóxicos e nas propriedades rurais. Segundo Valmir Kowaleski, delegado do Ministério da Agricultura no Paraná, serão coletadas amostras de culturas nas propriedades e enviadas para laboratórios credenciados para análise de resíduos. ''Serão desencadeadas ações conjuntas dos dois órgãos para impedir a venda desses agrotóxicos que prejudicam também o meio-ambiente'', ressaltou.
Outra parceria firmada entre o Ministério da Agricultura e Secretaria de Estado da Agricultura corresponde a ações conjuntas para evitar a disseminação do fungo que provoca a doença sigatoka negra que ataca plantações de bananas. A doença já chegou ao Paraná. Os fiscais dos dois órgãos vão trabalhar em conjunto na coleta de amostras da planta para análise de laboratório.
De acordo com Kowaleski, as parcerias firmadas com a Secretaria de Estado da Agricultura implicam em repasse de recursos apenas para o pagamento de diárias aos fiscais.

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