Foz do Iguaçu - Fiscais do Ministério da Agricultura estão apreendendo a carne comprada por brasileiros e paraguaios em Puerto Iguazú, na Argentina. A entrada do produto no Brasil está proibida devido aos focos de febre aftosa em rebanhos argentinos. Os consumidores de Foz do Iguaçu e Ciudad del Este são atraídos pelo preço até três vezes mais do baixo do que o praticado no comércio de Foz.
A fiscalização por amostragem nos veículos que cruzam diariamente a Ponte Tancredo Neves - de dois a quatro mil -foi reforçada nos horários de pico. As equipes chegam a confiscar diariamente até 40 quilos do produto, sempre em pequenas quantidades (de dois a cinco quilos). Apesar da falta de um levantamento oficial, o Ministério da Agricultura acredita ter impedido a entrada de cerca de 800 quilos de carne este ano em Foz.
O aumento no rigor da vistoria, entretanto, continua ignorado pelos consumidores, que são atraídos pela queda dos preços (ver comparativo) pós-desvalorização do peso. A baixa diante do dólar deixou o peso e o real cotados a um por um, aumentando o poder de compra de brasileiros e paraguaios em Puerto Iguazú. Ontem, fiscais fizeram cinco apreensões de carne, geralmente guardada debaixo dos bancos e porta-malas.
A entrada da carne argentina no Brasil pode colocar em risco o rebanho nacional brasileiro, explica Luiz Antonio Dalosso, responsável pela área animal do Ministério da Agricultura em Foz. Ele frisou que ‘‘a carne para consumo próprio não é tolerada’’ porque este transporte deve estar acompanhado de documentação sanitária, ‘‘o que dificilmente acontece’’.
A carne da Argentina está proibida de entrar no Brasil desde fevereiro de 2001, quando surgiram os focos de febre aftosa no país vizinho. Este ano surgiu novo foco na província de Missiones, estado onde fica Puerto Iguazú. Somente está liberada a importação de carne maturada (com tratamento térmico).

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