Fiscalização apreende 15 t de carne clandestina
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terça-feira, 25 de março de 1997
Sucursal de Curitiba 
Quase 15 toneladas de carne de origem clandestina já foram apreendidas pela fiscalização, em Curitiba e nos 11 municípios da região metropolitana, desde que entrou em vigor a portaria 135, do Ministério da Agricultura, que obriga a comercialização de carne embalada e identificada, há quase três meses.
Em decorrência dessas apreensões já foram arrecadados entre R$ 25 mil e R$ 30 mil, que são enviados para o Fundo Agropecuário do Ministério da Agricultura, que reinveste esses recursos na melhoria da estrutura de fiscalização, como carros, combustível e diárias dos técnicos que se deslocam para as cidades vizinhas.
As equipes de fiscalização da delegacia regional do Ministério da Agricultura, da Secretaria da Agricultura e da Vigilância Sanitária do Estado estão percorrendo açougues, supermercados, restaurantes e cozinhas industriais para averiguarem a procedência da carne que está sendo consumida. As multas aplicadas em caso de infração variam de 800 UFIRs a 8.000 UFIRs, conforme a situação do estabelecimento.
Os maiores infratores da portaria ministerial são os açougues, que não fizeram a adaptação de seus equipamentos à temperatura exigida, que é de 7ºC. Além disso, frequentemente faltam balcões adequados e até vidros. Em seguida, o maior número de denúncias se deve à venda de carne clandestina. Agora a fiscalização está estendendo suas visitas para restaurantes e cozinhas industriais, que são obrigados a informar a origem da carne oferecida ao consumidor.
Segundo avaliação do chefe do Serviço de Inspeção Federal no Paraná, Carlos Roberto Conti Naumann, a portaria contribuiu para a redução do comércio de carne clandestina em Curitiba e região metropolitana para 12% ou 15% do total consumido na região. Ele estima que antes da portaria o comércio ilegal de carne em Curitiba girava em torno de 40% a 50% do total consumido.(V.C.)


