Os servidores do Departamento de Fiscalização e Defesa Agropecuária (Defis), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), ameaçam entrar em greve por tempo indeterminado. Eles querem a garantia de que serão transferidos para a futura Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Adapar), com os novos salários que serão criados no órgão. Mas o projeto de lei para tanto ainda não foi enviado à Asssembleia Legislativa.
Os servidores, incluindo os veterinários e agrônomos responsáveis pela defesa sanitária animal e vegetal do Estado, enviaram comunicado à imprensa afirmando que estão promovendo reuniões em todas as regiões do Paraná para definir o movimento.
A intenção do governo é criar novos cargos na Adapar com salários maiores. Mas, para preenchê-los, será necessário abrir concurso público. Os atuais servidores que não quiserem fazer o concurso ou não forem aprovados permanecerão lotados no Defis, sendo ''emprestados'' para a agência. Para a categoria, isso criará ''notória insegurança e desvio de função''.
Os servidores garantem que a transformação dos cargos é constitucional, mas o governo rebate. Segundo o diretor do Defis, Marco Antonio Teixeira Pinto, o Supremo Tribunal Federal (STF) considera ilegal promover os servidores desta forma. Ele afirma que o Estado tem de oferecer salários melhores para atrair novos profissionais. E garante que os servidores que forem emprestados receberão um adicional que vai igualar os vencimentos das duas categorias.
''É uma irresponsabilidade falar em greve neste momento em que o Paraguai enfrenta surto de febre aftosa e o rebanho paranaense está em risco'', afirma o diretor. De acordo com ele, o governo nem tem como negociar com os servidores uma vez que a agência ainda nem foi criada.
Ele disse que a transposição dos cargos só poderia acontecer se os salários fossem iguais. Teixeira Pinto não soube precisar quando o projeto da Adapar será enviado à Assembleia.

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