As atividades na Estação Aduaneira de Interior (Eadi), em Foz do Iguaçu, voltaram ontem a ter um ritmo mais acelerado. Depois da pressão dos caminhoneiros que aguardam a liberação de cargas, a Receita Federal intensificou os trabalhos de fiscalização. Devido à operação-padrão (vistoria rigorosa) que os funcionários da Receita vêm realizando desde a semana passada para reivindicar melhores salários, cerca de 1,5 mil caminhões ficaram aguardando a liberação das cargas.
Anteontem à noite, os caminhoneiros mantiveram como reféns por quase duas horas 40 funcionários da Receita Federal. Eles só libertaram os técnicos depois da promessa do órgão de agilizar a liberação das cargas. Ontem, cerca de 300 cargas foram liberadas. Normalmente são liberadas 600 cargas por dia. Aproximadamente 800 caminhões ainda estão no pátio da Eadi.
Durante assembléia realizada ontem pela manhã, na sede da Receita Federal, os técnicos e auditores decidiram manter a operação-padrão ou até paralisar totalmente as atividades senão tiverem as reivindicações por melhores salários atendidas. Eles aguardam agora, a decisão nacional. Assembléias em todo o País discutem se o movimento continua.
Amanhã, os funcionários prometem realizar uma operação-padrão na Ponte da Amizade, fronteira entre Brasil e Paraguai, o que deve causar grande tumulto e congestionamento de veículos, já que no sábado o movimento no local é superior a outros dias.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais do Tesouro Naciona, Carlos André Davila, amanhã, segunda-feira e terça-feira não haverá operação-padrão na Eadi. ‘‘Mas na quarta-feira, vamos paralisar as atividades na sede da Receita e voltaremos a intensificar as fiscalizações na Eadi, aeroporto e aduanas’’, afirmou.

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