Fiscais não aparecem e lojas extrapolam horário
PUBLICAÇÃO
domingo, 14 de novembro de 2004
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
As ameaças de multa e cassação de alvará impostas pela Secretaria Municipal de Fazenda fizeram ontem com que a maioria das lojas do Centro de Londrina fechassem suas portas por volta das 13 horas ou exatamente no horário. De qualquer forma, parte dos lojistas que decidiu manter os estabelecimentos abertos até uma hora depois do limite não encontrou maiores dificuldades, já que os fiscais só foram às ruas depois das 14 horas.
Além das grandes lojas de departamentos que abrem aos sábados até às 18 horas, algumas de menor porte ontem também arriscaram driblar a norma da secretaria, que estipulou multa de R$ 70 a R$ 500 a quem desobedecesse. Em recado dado anteontem, o secretário municipal de Fazenda, Wilson Sella, havia reforçado que a decisão se baseava não só em parecer do Tribunal de Justiça (TJ) o qual reconhece a competência do município em legislar sobre o horário de abertura do comércio , como também no Código de Posturas do Município (CPM). Sella frisou inclusive a ameaça de cassação de alvarás.
A Folha percorreu o Calçadão e ruas arredores até às 14 horas. Até então, nenhum fiscal havia chegado. Alguns gerentes alegaram a presença de clientes no local para justificar a abertura por volta das 13h30, mas nenhum deles deu sinais de que se estenderia tarde afora.
Vamos pelo Calçadão e pelas ruas Sergipe e Benjamin Constant. Nossa intenção não é multar, mas conscientizar, dando inclusive essa tolerância de uma hora para ninguém nos taxar de intransigentes, declarou o diretor de Tributos Imobiliários da Secretaria Municipal de Fazenda, Denílson Novaes. Segundo ele, seis fiscais participariam das diligências, divididos em três equipes.


