Londrina - Fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) interditaram ontem de manhã as bombas de álcool do Posto 5, na avenida Saul Elkind (zona norte). Eles comprovaram, durante fiscalização, que o combustível estava fora das especificações e por isso não pode ser usado em veículos automotores. ''Vamos precisar de mais testes para especificar que tipo de adulteração foi feita, mas já está comprovado que houve irregularidade'' explicou um dos fiscais.
As duas bombas de álcool ficam lacradas. O proprietário do posto tem prazo de 15 dias para apresentar defesa à ANP e trocar o combustível adulterado. Depois disso, os fiscais fazem nova vistoria e se o combustível estiver dentro das especificações, as bombas podem ser reabertas. Enquanto isso, o dono do posto responde a processo administrativo. De acordo com a assessoria de imprensa da ANP, só no fim do processo é que será estabelecida a multa pela irregularidade. Para casos de adulteração de combustível a penalidade varia de R$ 20 mil a R$ 5 milhões.
A explicação de Reginaldo Monteiro, dono do posto, é que tudo não passou de um acidente: ''Recebi uma carga de 5 mil litros de álcool e um dos meus funcionários, por engano, despejou num tanque onde havia um pouco de gasolina. Como a maioria dos meus clientes que tem carro a álcool sempre pede para misturar gasolina na hora de abastecer, achei que não tinha problema deixar misturado.'' Segundo Monteiro, esta é a primeira vez que ele é autuado por vender combustível adulterado. O Posto 5 consta de uma lista de denúncias feitas por motoristas ao Procon e também estava na relação de postos suspeitos da ANP.
Além de interditar as bombas de álcool, os fiscais da ANP também exigiram que o dono do posto retirasse uma faixa da Shell que estava na fachada do estabelecimento. É que não havia notas fiscais comprovando que o combustível tivesse sido fornecido por aquela distribuidora. Os fiscais também examinaram a gasolina e o diesel vendidos no posto mas não encontraram sinais de adulteração.
A fiscalização é uma operação conjunta da ANP e do Procon. Os fiscais estão trabalhando juntos desde o começo da semana e já vistoriaram 15 postos na cidade. O Procon faz um levantamento dos preços praticados e a ANP analisa a qualidade dos combustíveis.
Embora tenham iniciado a operação conjunta com o Procon esta semana, fiscais da ANP estão em Londrina desde o dia 1º. Diariamente eles vêm autuando postos de combustíveis por problemas em documentação. Com relação à qualidade de combustíveis, o posto 5 foi o segundo que teve bombas lacradas na cidade. O primeiro foi o Posto Antonio Carlos Tobias, que teve bombas de gasolina interditadas porque o combustível era vendido com mistura de 35% de álcool anidro, enquanto o permitido é 25%.

mockup