Fiscais fazem protesto em Paranaguá e Foz do Iguaçu
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terça-feira, 16 de setembro de 1997
Carmem Murara Curitiba 
Ney de SouzaBraços cruzadosGreve dos fiscais deixou 770 caminhões estacionados à espera de liberação na fronteiraOs 20 fiscais da Receita Federal que trabalham no Porto de Paranaguá fizeram ontem uma operação tartaruga. O protesto fez parte da movimentação nacional contra o governo federal, que há quase três anos não reajusta os salários dos servidores públicos. A manifestação em Curitiba atingiu apenas os serviços internos, não comprometendo o atendimento ao público.
Um grupo de fiscais da agência central de Curitiba foi até a superintendência da Receita Federal para entregar um pedido de apoio à reivindicação dos funcionários. No documento, eles pedem que a diretoria da Receita interceda junto ao governo federal para que seja garantida uma reposição salarial ainda neste ano.
A presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais no Paraná, Eloá Mussi Barbosa, disse que a manifestação de ontem pode resultar em uma greve para as próximas semanas. Tivemos uma paralisação parcial, que poder reverter em greve, afirmou.
O auditor Paulo Werneck, que atua no Sindicato dos Fiscais em Paranaguá, aproveitou para reclamar da estrutura de trabalho no município. Em determinadas épocas do ano somos o quarto maior porto do País e nossa estrutura não corresponde ao tamanho do terminal, declarou. Hoje, os serviços dos fiscais voltam à normalidade.
Foz do Iguaçu Em Foz do Iguaçu, os auditores fiscais que trabalham na Delegacia da Receita Federal e nas alfândegas entre Brasil, Argentina e Paraguai aderiram a greve de advertência realizada ontem. Os servidores fizeram greve nos setores de exportação e importação, além de operação padrão no setor de bagagem. Cerca de 770 caminhões com cargas para exporatção e importação estão estacionados na fronteira à espera de liberação dos fiscais.
Nenhuma carga foi liberada ontem na fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina, segundo o delegado regional da Unafisco, Eldren Coutinho. Na Estação Aduaneira de Fronteira, cerca de 560 caminhões estão no pátio da Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar) a espera de liberação.
Na Ponte Tancredo Neves, entre Brasil e Argentina, outros 210 caminhões estão a espera de autorização dos fiscais para seguir até o pátio da Codapar, onde são liberados os documentos de importação. Somente hoje pela manhã, os caminhões devem a ser liberados. Segundo o comando de greve, será preciso quatro dias úteis para normalizar a liberação de cargas.
Com a operação padrão, quando os auditores apertam o cerco na fiscalização, o trânsito na Ponte da Amizade -entre Brasil e Paraguai- ficou mais lento que o normal. Segundo a Foztur -órgão oficial do turismo- a operação trouxe transtornos para 3.500 sacoleiros que entraram na cidade pelo posto da BR-277.


