Fiscais fazem greve de ocupação
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terça-feira, 08 de novembro de 2005
Agência Estado 
Brasília - A greve dos fiscais agropecuários, iniciada ontem, pouco prejudicou os trabalhos de combate à febre aftosa. De acordo com o vice-presidente da Associação Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa), Wilson Roberto de Sá, os fiscais fizeram uma greve ''de ocupação'', ou seja, eles estavam em seus postos, mas não trabalharam.
Em Mato Grosso do Sul, onde foram confirmados 22 casos da doença, e no Paraná, onde há suspeitas, alguns fiscais não fizeram greve e estão em alerta. No Paraná, 50 fiscais fazem plantão para atender aos assuntos relacionados à doença. Em Mato Grosso do Sul, 100 fiscais estão trabalhando na região dos focos, no extremo sul do Estado.
Em todo o País, são 3.500 fiscais agropecuários. A fiscalização e certificação animal e vegetal são funções dos fiscais agropecuários, além do controle das importações e exportações de produtos agrícolas. ''No controle da aftosa, alguns portos e aeroportos, cerca de mil fiscais trabalharam hoje'', disse o vice-presidente da Anffa.
De acordo com nota distribuída pela associação, a fiscalização no Porto de Paranaguá foi paralisada. Em Foz do Iguaçu, foi adotada a chamada ''operação padrão'', com a liberação de apenas um caminhão. ''Os frigoríficos de abates de bovinos do município de Maringá estão totalmente paralisados'', informou a nota. No escritório de Londrina, 90% dos funcionários aderiram à greve, segundo a associação.
Os fiscais agropecuários reivindicam aumento salarial, realização de concurso público, isonomia entre ativos, aposentados e pensionistas e fim do contingenciamento dos recursos orçamentários da Secretaria de Defesa Agropecuária. São 13 os níveis da carreira, com salários entre R$ 2.800 e R$ 4.021. O pedido é para que esses valores sejam corrigidos para R$ 4.140 e R$ 5.900.
''Entregamos nossa pauta de reivindicação há mais de um ano para o Ministério do Planejamento e não recebemos resposta. Por isso, decidimos parar'', disse Sá.


