Fiscais e auditores fazem protestos em todo Estado
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quarta-feira, 22 de outubro de 1997
Carmem Murara Curitiba 
Kraw PenasSituação críticaFaixa contra o governo federal na Receita em Curitiba: 1.032 dias sem reajuste salarial Os fiscais e auditores da Receita Federal fizeram ontem um dia de protesto em todo o Estado. Eles mantiveram uma greve de 24 horas, que interrompeu parte do atendimento nas agências e inspetorias. O movimento foi mais forte no Porto de Paranaguá e no aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, onde praticamente não houve desembaraço de mercadorias.
O trabalho no aeroporto ficou restrito apenas às cargas perecíveis. Os 60 fiscais e auditores passaram a maior parte da tarde em assembléia. Eles desembaraçam uma média diária de cem procedimentos de importação. Já no Porto de Paranaguá, somente o setor de exportação faz de 150 a 200 despachos ao dia. Só estamos mantendo o trabalho nas cargas que tenham perigo de explosão (combustíveis), nos perecíveis e também nas cargas de animais, disse o auditor fiscal da Inspetoria da Receita Federal em Paranaguá, Paulo Sérgio Murta.
A greve na Receita foi feita por causa de salários. Os funcionários públicos federais completaram 1.032 dias sem reajuste salarial, ontem. A greve é estritamente por questões salariais. Não podemos mais ficar nesta situação, afirmou a presidente do Sindicato Nacional dos Auditores da Receita Federal, Eloá Mussi.
Para amenizar a situação, os servidores pedem que o governo federal aceite dar pelo menos os 28,8% de reposição, assim como foi dado aos militares em 1993. Os funcionários civis que trabalham no Legislativo e no Judiciário já receberam o percentual. Falta apenas os do Poder Executivo.
Em todo o Estado trabalham 155 auditores fiscais e 646 técnicos do Tesouro Nacional. A manifestação da categoria segue os moldes do protesto nacional dos funcionários da Receita. Com a paralisação de 24 horas, a agência central em Curitiba deixou de atender cerca de 600 pessoas. Parte do atendimento foi normal devido ao trabalho dos funcionários do Serpro (Serviço de Processamento de Dados), que não aderiram ao protesto.


