Fiscais da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), e da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), aguardavam ontem a chegada das Forças Armadas para aumentar o controle da aftosa na aduana entre Brasil e Argentina, em Dionísio Cerqueira (SC). O município catarinense faz divisa com a cidade paranaense de Barracão (90 quilômetros a oeste de Francisco Beltrão), através de uma avenida, por isso, fiscais dos dois Estados trabalham juntos na operação.
Desde que focos de febre aftosa foram constatados na província argentina de Entre Ríos (fronteira com o Brasil), médicos-veterinários intensificaram a fiscalização na área próxima à aduana. Os fiscais ouviram boatos de que o Movimento dos Sem-Terra (MST), poderia fechar a aduana caso o governo não autorizasse a presença das Forças Militares na região.
Atenção redobrada De acordo com o médico-veterinário da Cidasc, Luís Ademir Hessmann, preocupação é que a doença está presente em regiões da Argentina onde não havia do vírus. Ele acredita que este seja um forte indício de que focos da febre aftosa podem estar próximos à fronteira. ‘‘Temos que redobrar a atenção, ou então, teremos sérios problemas, pois ao que nos consta o vírus está se aproximando’’, completa.
Para Hessmann a presença das Forças Armadas trará maior segurança inibindo criadores de gado argentinos que tentassem atravessar a carne através de propriedades rurais. Em grande parte da região de Dionísio Cerqueira a divisa entre Brasil e Argentina é feita, apenas, por vegetação.
Sem a presença das Forças Armadas, fiscais se organizaram em equipes volantes para controlar o fluxo de pessoas. Luís Hessmann diz que não foi feito nenhum flagrante de contrabando. O sargento Toni Ubiratã, do 16º Esquadrão da Cavalaria Mecanizada de Francisco Beltrão, lembrou que as Forças Armadas só poderão ajudar no controle da febre aftosa com autorização direta do presidente da República. O militar afirma que até ontem não havia recebido comunicado de Brasília.
Na fiscalização que está sendo feita na aduana, os carros vindos da Argentina são desifectados nos Rodolúvios (tanques com solução a base de iodo). Já os passageiros são obrigados a desinfectar os calçados em pedilúvios (tapetes embebidos em líquido antiséptico).

mockup